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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vida... amizades...

Eu era uma criança feliz... Tinha vários amiguinhos... As lembranças mais antigas que tenho são do Anabá, do jardim de infância... Eu fiquei lá dos 3 aos 6 anos, idade em que entrei no 1º ano.
De lá eu lembro da Tais, do Yan, do Gustavo, das irmãs Nadia e Ana Clara, do Davi e da irmã dele, a Lara, das gêmeas Tamara e Natália... Mas eu lembro que eu tinha uma amiga que era aquela que sempre estava comigo, a Amanda. Eu lembro que ela tinha um terreno, com uma casa, no Rio Vermelho, ela sempre fazia os aniversários dela lá e o pai dela amarrava uma corda e punha uma roldana e a alegria maior da festa era descer de tiroleza e tinha também um lago, e ela tinha uma bóia que era um dinossauro roxo... Ela tinha Barbies e eu, Lego, mas a gente nunca usava issos pra brincar, a gente preferia corrida de lata, pique-esconde, pega-pega, nadar no tal laguinho... Enfim, a gente se virava, como boas "Anabentas" que éramos. Uma coisa que me lembro e me divirto dessa época, foi um dia que a gente viu um filme desses de romance e ficou se perguntando o que tinha de "Oooosh" num beijo, aí a gente resolveu dar selinho, pra saber qual era a graça daquilo, e, como sempre, a gente caiu na gargalhada...
Depois, quando toda a turma foi pro 1º ano, a Amanda saiu do colégio e a gente foi perdendo contato, mas eu logo arranjei amiguinhas novas... Eu realmente não saia sem a Rayana ou a Olívia, mas as duas não se gostavam, então não tinha como sair as três, até que elas começaram a se falar, num aniversário meu e, hoje em dia, são amigas (e, diga-se de passagem: da Amanda também) até hoje, e me deixaram pra trás (êêê).
No 3º ano entrou a Maria Izabel, ela era louca e, talvez pior que eu hoje em dia, naquela época... Era uma das mais altas da sala, o que fazia os meninos terem medo, o que me fazia sentir, HM, segura, tendo em vista que eu era da grossura do meu dedo mindinho e do tamanho assim... sei lá, qualquer coisa menor que a Anis(?)... Um tempo depois uma menina que já tinha sido do colégio, mas só fora da minha turma no jardim, a Analú, se juntou a mim e à Izabel...
Ah, e eu esqueci de mencionar, eu tinha um amigo menino, coisa que as meninas, exceto eu e a Tais, não tinham... Eu dormia sempre na casa dele, era na mesma rua que a minha, no Morro das Pedras... Eu lembro de acordar às 5:30 da manhã pra ir pra escola, porque era longe... E da turma tirando com a gente, dizendo que a gente era "namoradinho", Ô rótulo mais ODIADO naquela época... Cansei de ficar vermelha de vergonha, mas isso não era nada, a gente era mesmo só amigo...
Um tempo depois a Izabel saiu e, na minha sala, não tinha ninguém de muito útil... Comecei a conhecer o pessoal mais novo, tipo a Maya, que também era do volteio, a Mariana (que a mãe dela achava que tinha algo entre a gente) e a Marcela, a Zeni (Inêz), o Guinomo (Sens), e a menininha que parecia a Avril, e que, diga-se de passagem, por algum motivo chamou minha atenção, Mauren... Nascida em Palmitos, perto ali de São Carlos, baixinha, olhos azuis, tinha uma risada fofa demais, aliás, tem até hoje... (depois que eu me 'apaixonei' por uma menina que era a cara dela, num ônibus, eu entendi o porquê de ela me chamar a atenção).
Eu estava no 6ºano e voltando da primeira aula de natação da escola. Se me perguntares, vou saber te dizer até a roupa que eu estava... Enfim, eu estava no carro com a minha mãe e ela ia abrir o portão da garagem, enquanto me xingava por eu nunca usar a bicicleta e dizia que iria doá-la. Ela saiu do carro e viu uma moça, Marcia, que morava no prédio da frente, que a gente sempre via grávida, mas agora estava com o bebê, Izadora, no colo e sua filha mais velha, Camila, estava junto. As mães começaram a conversar e mandaram a menina ir até o carro, falar comigo (diga-se de passagem: meu passatempo era deitar no sofá, comer e só levantar pra trocar de canal a TV, mas um dia eu consegui um cabo que alcançava a TV, isso revolucionou minha vida. É eu só não era uma bolinha porque amava educação física e fazia volteio). Assim que ela chegou perto do carro eu perguntei "quer andar de bicicleta?" e ela aceitou. Depois disso eu descobri que o nome dela era Camila, a gente andou um pouco e depois fomos pra casa dela, assistir malhação (vício pra que, né? sorte que não passava mais Chiquititas, se não era isso que a gente estaria vendo). No dia seguinte, a mesma coisa, e assim foi, até vir o inverno e ser frio demais pra bicicletas e a gente começar a ir uma pra casa da outra, a gente às vezes brigava e passava a tarde sem se falar, até a hora de ir embora, aí a gente se desculpava e se despedia... e foi assim por uns três anos. Teve um dia, dois dias antes de eu fazer 14 anos, que os pais dela acusaram-nos de ser lésbicas, mas ACORDA eu era apaixonada pelo Caio, meuô... e ela, pelo Dudu... Não tinha nada à ver mesmo, apesar de hoje em dia eu achar que era de se desconfiar pelo que escuto, na época não tinha NADA A VER, não pra mim. Depois disso eu comecei a ir na casa dela só quando eu sabia que os pais dela não estariam, se não, ela vinha aqui em casa... Eu me lembro de a mãe dela ter me dado de dedo na cara, nesse acontecimento, e eu ter segurado a mão dela e começado a falar e só lembro de ter parado quando era muito tarde e eu teria que ir pra casa. No meu aniversário a mãe dela veio se desculpar, eu não creio que tenha perdoado ela, porque olhar pra cara dela me dá náuseas, até hoje...
Tudo na nossa vida acontecia quase que simultâneo, ela meio que namorava, por telefone, com meu primo, Lipe, e eles iam se conhecer de verdade no meu aniversário de 15 anos. Nessa época eu já tinha me mudado e conhecido a Alyeska(que tinha 'rolinho' com o meu primo, Diego, e ia conhecer ele na festa também), o Daniel e a Bianca e, um pouco antes do meu aniversário, no ônibus, eu conhecera o Jean, a Maryana(que era namorada dele),a Taty e o Rafa... Sei que nem Aly e Diego, nem Cami e Lipe, nada disso deu certo... Mas lá ela conheceu o Rafael, e eu meio que me apaixonei pelo Jean(que tinha terminado com a Mary, e depois veio me dizer que era por estar gostando de mim). Uma semana depois eu me encontrei com o Jean, um tempo depois, ela ficou com o Rafa, e por aí foi, saímos por muito tempo os quatro juntos... O Jean terminou comigo no Abril seguinte e o Rafa e a Cami continuaram. Já eu e ela, não sei se por descobrir da minha 'opção sexual', ou do álcool, ou do cigarro, mas ela não quis mais contato... Tentei várias vezes, mas já era.
Nisso a Aly começou a namorar e também se afastou... Eu mudei de colégio e acabei me afastando da Mauren e do Sens...
No Ilha eu conheci muita gente nova, encontrei uma menina que, SOCORRO, era da crisma, mas ela me apresentou outra menina, Manoella, e dessa eu fui amiga por um bom tempo... Ela não era exatamente alguém responsável e nem nada assim, em comum, não tínhamos nada, mas ela era realmente legal... Também tinha o John (e o Jean nem podia ouvir esse nome, ele era 'igual' ao Jê, e era encantador... Quando o Jean terminou comigo, um tempo depois, eu fiquei com o John, mas realmente, era só amizade o que rolava, droga.. hm, não vou explicar.) ele era legal, mal-humorado, o que, na maior parte das vezes, nos fazia rir... Andava sempre de coturno e era mais magro que eu na época que era um dedo mindinho... A Manu e ele também ficaram, mas ele foi REALMENTE feito pra ser amigo, e só... Se é que me entende, né, blog bobo...
Cerca de um ano depois, eu e a Manu acabamos ficando e eu comecei a me aproximar da Nina e da Giu(que se tornou algo como uma irmã pra mim, que eu nunca quis me imaginar sem...), que eram da minha sala... Tempo depois eu acabei reencontrando uma amiga da época da Cami, a Kia... Ela me chamou pra ir pra parada, com ela, a namorada e mais um pessoal... Eu fui, e a Manu não pôde ir... Na parada eu descobri que a parte gay de Floripa é REALMENTE muito maior do que eu podia sequer imaginar... E foi lá, também, que eu vi uma guria que fez meu coração disparar, só de chegar ao longe, eu olhei pra Kia e perguntei se ela conhecia, é, era a namorada dela, RÊRÊ, Dariana, que eu tinha conhecido pela Cami, há anos atrás... (MASPUTAQUEOPARIU,NAQUELAÉPOCANÃOFOIESSAREAÇÃOQUEEUTIVEBEIJOSNÃOMELIGA). Eu comecei a me aproximar dela e, porra, nos dois últimos anos a gente se uniu demais, se não fosse essa atração física, eu chamaria ela de irmã, mas né... E eu fico idiota, lembrando tudo o que a gente passou, e tem fotos, histórias, marcas, um pacote de bom-bom, uma entrada de filme, várias músicas, apelidos (às vezes não tão) carinhosos (assim), e diversas outras coisas que não me deixam esquecer que ela está ali... Ela já faz parte da minha família e, se eu pudesse escolher algo pro meu destino, seria que ela estivesse sempre na minha vida e eu na dela, e é isso o que mais me move...
Sabe, blog, eu não tenho como te explicar esse amor que sinto por ela, essa amizade, esse desejo... Por mais que, às vezes, HM, tá, tá.. eu sofra, me faz bem, sabe? É bem o tipo de amor que todos querem sentir, eu consigo ser eu mesma perto dela, eu não preciso fingir que sorrio, porque quando é falso, ela sabe... Eu não consigo me irritar com ela, eu às vezes fico chateada sim, várias vezes jurei pra mim que era a última vez que eu escutava calada, sabe? Mas não adianta, eu sempre esqueço, sempre relevo, porque, blog, ter ela na minha vida, foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos, sabe? Ela ter essa confiança em mim... Ela realmente conseguiu algo que acho que ninguém mais conseguiu, me fazer gostar de mim mesma, confiar em mim mesma, querer um futuro...
E o mais engraçado é que, quando fico mal por amor, não 'posso' correr pra minha melhor amiga, por falha técnica, então acabei deixando entrar na minha vida pessoinhas maravilhosas, como a Ana Paula e a Daiana e, recentemente, mais uma Amanda. E todo o ciclo volta... ahahaha mentira, era só frase de efeito.
Então, se o pra sempre sempre acaba, eu peço que toda a regra tenha uma exceção.

É isso aí, blog meu...
Boa noite...
eu gosto de você, mesmo, sabia?
daisuhdiasudh

é, to autista demais e amanhã acordo meio, HM, cedo...
é,é, vou pra praia e te abandonar de novo, mas eu gosto de você
... e eu gosto porque caramujo tem coração também

hahaha


ta, ta, boa noite xuxu
to apegada demais em ti, deverias entrar nessa minha lista de amiguinhos, apesar de não seres muito de abraços, és o que mais me atura chorando e tagarelando e blablablazando e nunca reclamas...
és um cara legal.
ta, vou parar, já to imaginando a cara da Dóris rindo da minha cara com esse final de post, caso ela leia, hm
boa boa boa noite noite noite

obs: cadê festa? cadê festa?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Encontros, sem desencontros, que podem virar contos

Sabe quando você ama e tudo o que você quer é seus amigos com esse sentimento maravilhoso também? Pois é, que delícia isso...
Clara estava na correria de fim de ano, vestibular, cansaço... E, no último dia de prova, ela tinha combinado de se encontrar com sua namorada e Paula, então esta perguntou se ela não tinha alguém para apresentar, Clara pensou em uma amiga sua, mas achava que essa menina estava namorando. No dia seguinte, antes de ir para a prova, ela falou com a amiga que ela havia pensado, Daiana, que acabou comentando que estava solteira, Clara a convidou para sair com elas e a querida amiga perguntou se Clarice, a namorada de Clara, não tinha nenhuma amiga para apresentar, já de caso pensado, Clara mostra Paula para Daiana, que já se encanta pela menina.
Depois do fim da prova as quatro se encontram e vão juntas para uma praça, conversas, risadas, bebidas, passa o tempo e Paula e Daiana estão cada vez mais próximas. Posso lhes garantir, como testemunha ocular, que nunca existiu no mundo dois sorrisos com tamanha sintonia.
Agora torçamos para que elas dêem certo, que é para termos mais sorrisos soltos por aí.

Clara e a namorada vão muito bem, obrigada. hahaha ♥

domingo, 22 de novembro de 2009

Carol, um dia que foi ao centro ver Mariana, encontrou sua amiga do Acre, que estava com mais amigas. Ao chegar em casa, uma das amigas da menina do Acre havia adicionado Carol no orkut. Na verdade, Carol costuma ser desligada e não lembrar de quem ela conheceu, portanto com Clarice não foi diferente.
Um tempo depois, ao conversar com a garota, descobriu várias coisas em comum, viu que, se desprender de coisas que são pro passado, ou quem sabe seriam futuro, olhar pro lado, dar uma chance pra vida, deixar o coração bater mais forte...
Enfim, sem enrolação, ela se apaixonou de verdade pela Clarice, e ela ajoelhou, no meio do Bermmann(que ela não sabe como escreve) e a Clarice puxou ela, aí ela pediu em pé mesmo...
dsdiushdiusdh

C♥C

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Uma vírgula de história

Carol era uma menina que nada se parecia com as adolescentes 'normais', tinha cabelo curtinho, usava roupas largas, gostava de meninas. Porém existem coisas na vida de alguns jovens que não muda, estudar, vestibular, escola, aulas... e com Carol isso não era diferente, mas algo fazia sua volta da escola valer a pena, estranhamente era um cara. Sim, nunca se falaram, na verdade, ele tem uma loja na rua dela, não trocaram nunca mais que um "oi" ou "tudo bem?", mas há algo nele que faz com que ela se interesse.
Ela chega a quase contar os passos, à espera de um "tudo bem?"
será que ele sabe quem é ela?
Mas assim que chega em casa, ela volta a gostar só de meninas e a vida segue.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pequeno começo de história

Carol tinha 13 anos quando conheceu Mariana através de uma amiga, as duas não se deram muito bem na época, Carol tinha bastante ciúmes da amiga em comum, Catarina, talvez por isso que ela não tenha se aproximado muito de Mariana na época...
Um tempo depois, Carol e Catarina já não eram tão próximas, o acaso a leva ao encontro de Mariana, já sem o que as impedia de se aproximar, elas conversaram, Carol descobriu que aquela garota era bem mais querida do que parecia há três anos. Elas começaram a se aproximar, a Mariana realmente tinha algo que envolvia muito Carol. Até que um belo dia, ela se pegou pensando na Mari e não conseguia mais tirar aquela menina da cabeça, um dia, durante uma conversa, as amigas, então solteiras, meio que confessaram uma certa vontade a mais e ficaram no dia seguinte. Tempos depois Carol reatou com a namorada, mas nada da Mari sair da sua cabeça, no ano seguinte, o namoro terminou e as amigas ficaram de novo, Mariana nunca demonstrou tanto interesse quanto Carol nessa história, às vezes até demonstrava algum, mas nunca tanto.
Carol, perto de seus 18 anos, apaixonou-se por outra menina, única menina que a tinha feito não ver na amiga algo além da amizade, mesmo assim manteve-se sempre próxima à Mari. Um tempo depois do namoro terminar, elas ficaram novamente, desta vez parecia que o interesse não era apenas de Carol. Agora Mariana estava namorando, o que fez com que se afastasse um pouco da amiga, este namoro também acabou e, novamente, como era de se esperar nessa história, depois de um tempinho elas ficaram de novo. Dessa vez sim, Carol sentiu em Mariana o mesmo sentimento que ela tinha pela amiga, o que as envolveu naquela noite não tem como descrever em palavras, há tempos que Carol não se sentia daquele jeito, Mariana falou-lhe coisas que a menina nem acreditava, ela só confirmava o sentimento. No dia seguinte Mari voltou para sua casa e alguns dias depois elas viram-se novamente, Carol sentiu aquele sentimento correspondido, mas ao fim do dia ela apenas queria arrancar do peito o coração que batia descompassado pela amiga, já não quer mais que isso termine. Se irritou, xingou, chorou, e agora não sabe mais em que fase a amizade está, ela só não quer que seja a fase de se afastar e não aceita o fim.

Clara, no fundo, só quer uma chance.